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Quanto Custa Regularizar Vasos de Pressão em um Hospital

Custo de regularização de vasos de pressão hospitalares pela NR13

Quanto Custa Regularizar Vasos de Pressão em um Hospital?

Regularizar um hospital que nunca teve documentação de segurança de seus vasos de pressão é um serviço diferente de uma simples inspeção anual — e o orçamento reflete isso. Quando não existe prontuário, livro de registro nem calibração dos dispositivos de segurança, o trabalho envolve etapas adicionais de levantamento e reconstituição documental antes mesmo de chegar à inspeção propriamente dita.



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Por que não existe uma tabela fixa de preço

O custo de regularização varia com o número de equipamentos do parque, a categoria de risco de cada um, a condição documental existente (há placa de identificação legível? Existe algum desenho ou memória de cálculo original?) e o acesso físico aos vasos para inspeção. Dois hospitais de porte parecido podem ter orçamentos bem diferentes dependendo de quanto documento já existe.

Etapas de regularização de vasos de pressão hospitalares

As etapas que compõem o orçamento

  • 1. Levantamento e cadastro do parque — identificação de todos os vasos de pressão existentes, com dados de placa;
  • 2. Reconstituição do prontuário — normalmente a maior variável de custo quando não há desenho original ou memória de cálculo;
  • 3. Elaboração do livro de registro de segurança de cada equipamento;
  • 4. Calibração RBC das válvulas de segurança e manômetros;
  • 5. Inspeção de segurança, com laudo técnico e ART.

Fatores que aumentam o custo

  • Equipamento sem placa de identificação legível, exigindo levantamento dimensional para identificar o modelo;
  • Ausência total de desenhos e memória de cálculo, que precisam ser reconstituídos tecnicamente;
  • Necessidade de ensaios não destrutivos adicionais, como ultrassom de espessura ou teste hidrostático;
  • Múltiplas categorias de risco no mesmo parque, exigindo abordagens técnicas diferentes;
  • Urgência — por exemplo, uma fiscalização já agendada ou um equipamento crítico parado.

Regularizar custa menos que uma multa ou uma interdição

É tentador postergar esse investimento até a próxima fiscalização, mas o cálculo raramente compensa: uma multa graduada pela NR-28, a interdição de um equipamento crítico para o funcionamento do hospital ou a negativa de cobertura de um seguro em caso de sinistro tendem a custar — em dinheiro e em operação — muito mais do que a regularização preventiva. Veja o detalhamento desses riscos em Vaso de Pressão sem Inspeção NR13: Riscos e Multas e o cenário completo em Hospitais e NR13: Caldeiras e Vasos de Pressão sem Documentação.

Veja também os fatores gerais de precificação de uma inspeção NR13 em Quanto Custa uma Inspeção NR13?.



Perguntas Frequentes

Qual o prazo para regularizar um hospital sem documentação nenhuma?

Depende do número de equipamentos e do nível de pendência de cada um, mas o processo típico — levantamento, reconstituição de prontuário, livro de registro, calibração RBC e inspeção com laudo — costuma ser concluído em poucas semanas quando conduzido por uma equipe dedicada.

Reconstituir o prontuário é mais caro do que ter o original?

Sim, normalmente é a etapa que mais pesa no orçamento quando não há desenho de fabricação ou memória de cálculo disponível, pois exige levantamento dimensional e cálculo técnico para reconstituir os dados que comprovam a integridade do projeto.

Dá para regularizar por etapas, sem parar o hospital?

Sim. O levantamento documental e a reconstituição de prontuário não exigem parada do equipamento. Apenas ensaios específicos, como teste hidrostático, podem exigir a retirada temporária do vaso de operação — e isso é planejado com antecedência para minimizar o impacto.

O custo de não regularizar pode ser maior que o de regularizar?

Sim. Uma multa pela NR-28, a interdição de um equipamento crítico ou a negativa de cobertura de um seguro em caso de sinistro costumam superar em muito o investimento de regularizar preventivamente o parque de vasos de pressão.

Um hospital pequeno tem custo de regularização menor que um hospital grande?

Geralmente sim, porque o custo escala com o número de equipamentos e a diversidade de categorias de risco do parque. Mas um hospital pequeno com equipamentos antigos e sem nenhum registro pode ter, proporcionalmente, mais trabalho de reconstituição do que um hospital grande já parcialmente documentado.





Fonte: NR13 (Portaria MTP nº 1.846/2022) e NR-28 (Fiscalização e Penalidades, atualizada pela Portaria MTE nº 553/2024).

Por Eng. Me. Cledenir Costa de Oliveira, CREA-SC 181037-9conheça a trajetória completa do engenheiro.

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